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Método Crescer Forte™

Quando uma criança
está sempre doente,
o foco não deve ser
apenas apagar sintomas.
Deve ser fortalecer
a base.

Uma abordagem em três fases, pensada para crianças que vivem em ciclos repetidos. Sete meses de percurso inicial. Uma leitura de sistema inteiro.

Resposta directa
Cláudia Santos, Naturopata
Cláudia Santos
Naturopata · Fitoterapeuta · Homeopata

O Método Crescer Forte™ é uma abordagem em três fases — Corrigir, Construir e Consolidar — que trabalha a saúde da criança como sistema inteiro. Em vez de tratar cada sintoma isolado, faz uma leitura do terreno, identifica o que está a bloquear a saúde e intervém por ordem. O percurso inicial dura aproximadamente sete meses. O que vem a seguir depende de cada criança: há crianças que chegam a um equilíbrio estável e passam a um acompanhamento de manutenção. Há outras que precisam de mais tempo. O que determina o caminho não é o método. É a criança.

Talvez reconheças este padrão

Há um padrão que a
Joana conhece bem.

A criança fica doente. Passa. Volta a ficar doente. Às vezes exactamente com o mesmo padrão: a mesma otite, a mesma constipação que desce para o peito, a mesma semana em que a febre aparece sem aviso. Entre episódios, parece bem. Mas quando some uma coisa, aparece outra: a barriga, a pele, o sono fragmentado, a energia que não bate certo.

Já foram a consultas. Já fizeram análises. Já experimentaram mudanças na alimentação por conta própria. Melhoraram um pouco, recuaram, voltaram ao mesmo. Não é falta de esforço. É que ninguém olhou para tudo ao mesmo tempo, pela ordem certa.

É exactamente aqui que o Método Crescer Forte™ começa.

A sequência

Três fases. Uma sequência
que não é decorativa.

A sequência Corrigir, Construir, Consolidar reflecte como o organismo da criança responde: primeiro retira-se o que está a fazer barulho, só depois se adiciona, e por fim estabiliza-se o que foi construído. Saltar fases parece mais rápido. Na prática, significa recomeçar.

Fase 1 · 8 semanas
C

Corrigir.

Antes de pôr, retira-se. Esta fase começa sempre com uma leitura detalhada do terreno da criança: história biológica desde a gravidez, padrões de doença, alimentação, intestino, sono, análises que a família trouxe. Com essa leitura, identificamos o que está a bloquear.

Pode ser sobrecarga digestiva, desequilíbrios na microbiota, cargas acumuladas que o corpo não conseguiu terminar de eliminar, ou padrões alimentares que inflamam sem que a família tenha consciência. O organismo precisa de oito semanas para começar a responder.

Pausa · 2 semanas

O corpo não gosta de pressa.

Duas semanas de pausa activa entre cada fase permitem consolidar o que foi feito antes de adicionar o passo seguinte.

Fase 2 · 8 semanas
C

Construir.

Com o terreno mais limpo, é hora de nutrir. Esta é a fase mais individualizada de todas: cada criança chega aqui com necessidades diferentes, e é nesse ponto exacto que o trabalho se ajusta. Reforçamos o intestino, a microbiota, o sono, as reservas do organismo.

É a fase onde as mães costumam sentir as primeiras mudanças mais estáveis: não um episódio que melhorou e voltou, mas uma linha de base que está claramente a subir.

Pausa · 2 semanas

Segunda integração.

Avaliamos o que mudou e o que ainda precisa de atenção antes da fase final.

Fase 3 · 8 semanas
C

Consolidar.

Sem esta fase, há recaídas. Com ela, há robustez crescente. Consolidar é transformar o que foi construído em algo que a criança consegue manter mesmo quando a vida exige mais: o início do ano escolar, o Inverno, uma fase de mais exigência.

O objetivo não é nunca mais adoecer. É adoecer menos, recuperar mais rápido, e precisar de menos intervenção para voltar ao equilíbrio.

Sete meses de percurso inicial, com consultas espaçadas ao longo das fases. Depois, o acompanhamento continua ao ritmo que a criança pede. Não é um programa com data de fim. É um percurso que se constrói em função de quem está ali.

Tentar construir sem
primeiro corrigir raramente funciona.

É como regar uma planta que está com as raízes doentes: a água chega, mas não vai onde devia.

É tentador começar pelo que parece mais urgente. A mãe quer saber o que adicionar, o que comprar, o que mudar na alimentação. Essa vontade faz sentido. Mas quando o terreno está sobrecarregado, qualquer adição rende menos.

É por isso que a fase Corrigir vem primeiro, sempre. Não é falta de pressa. É respeito pelo ritmo biológico da criança. As famílias que percebem esta lógica são as que chegam à fase Consolidar com resultados que ficam.

O que orienta cada leitura

Seis ideias que guiam
cada consulta.

1

O sintoma tem uma raiz. Quando algo regressa vez após vez, há sempre algo mais fundo a olhar. A repetição não é azar. É informação.

2

O intestino é quase sempre um dos primeiros sítios a interrogar. Microbiota, digestão, absorção, resposta imunitária. Raramente fica fora da leitura.

3

A criança é um sistema inteiro. Sono, pele, infeções, comportamento, alimentação, emoções — tudo ligado. As pistas em conjunto contam uma história mais clara do que cada uma isolada. É por isso que a primeira consulta é longa.

4

A ordem importa. É a diferença entre um resultado que dura e um resultado que volta ao mesmo.

5

O objetivo é a robustez a longo prazo, não a resolução do episódio de hoje. Este trabalho é para o padrão, não para o episódio agudo.

6

Nem todas as crianças precisam do mesmo. O método é a estrutura. O conteúdo dentro dela varia em função de cada criança, de cada história, de cada família.

Como funciona concretamente

A primeira consulta
é uma escuta.

90'1.ª consulta
3consultas no percurso
~7meses iniciais

A primeira consulta dura noventa minutos. É online, em videochamada. Peço que a família chegue com análises recentes, se as houver, e com a história biológica da criança pensada: desde a gravidez, o parto, os primeiros meses, os padrões que foram aparecendo.

Nessa consulta, faço a leitura. Não há uma lista de perguntas pré-definida: o que interessa é perceber onde está o bloqueio, o que o terreno está a dizer, e o que a família já tentou. No final, a proposta de percurso é enviada por escrito.

As consultas seguintes acontecem ao longo do percurso, espaçadas pelas fases. A família tem acesso por mensagem entre consultas para questões pontuais. Trabalho com famílias em Portugal, Brasil e outros países onde se fala português.

Vale a pena dizer
o que isto não é.

Não é uma resposta a urgências. Para a febre de ontem, para a otite de hoje, existe outro caminho. Este método é para o padrão, não para o episódio.

Não substitui acompanhamento médico. As crianças que chegam com seguimento continuam com esse seguimento. O trabalho que faço é uma camada complementar, não uma alternativa.

Não é igual para todas as crianças. O método é a estrutura. O conteúdo é sempre individualizado. Duas crianças com o mesmo padrão podem precisar de abordagens completamente diferentes.

Não é rápido. Sete meses é o tempo que o organismo da criança precisa para trabalhar por fases, sem forçar. As famílias que percebem o ritmo chegam ao fim com uma criança diferente.

Casos compostos

Como se vê na prática.

Casos compostos, não correspondem a nenhuma criança identificável. Detalhes combinados a partir de vários padrões frequentes em consulta.

Tomás · 6 anos · Fase Corrigir
Cinco anos de otites.
Infeções recorrentes + seletividade alimentar · microbiota empobrecida

Tomás entrou na consulta com cinco anos de otites. Não cinco episódios: cinco anos em que as otites eram uma certeza, praticamente uma por trimestre. Nos intervalos, a garganta. Sempre que resfriava, descia. A mãe descreveu uma criança que estava sempre a recuperar de qualquer coisa, nunca verdadeiramente bem.

A alimentação era o segundo mapa. Comia doze alimentos desde os dezoito meses. A mãe trouxe análises recentes: microbiota empobrecida, marcadores de inflamação de baixo grau, ferritina no limite inferior. Não eram números de alarme. Eram números que contavam uma história.

A seis semanas de trabalho na fase Corrigir, o intestino estava a reorganizar-se. A mãe disse que ele tinha comido ervilhas pela primeira vez. Não sozinho — com a família, à mesa. Uma coisa pequena que para ela era enorme.
Sofia · 4 anos · Fase Consolidar
Três peças tratadas à parte. Ninguém viu o conjunto.
Eczema desde os 8 meses · permeabilidade intestinal · sono fragmentado

Sofia tinha eczema desde os oito meses. Antes de chegar à consulta, a família tinha passado por três profissionais diferentes: um para a pele, outro para as alergias, outro para a alimentação. Cada um tratou uma peça. A pele melhorou com a abordagem dermatológica durante um tempo, mas voltou assim que pararam.

Quando chegaram à primeira consulta, o que ficou claro é que ninguém tinha olhado para o conjunto. A pele de Sofia era o espelho de uma microbiota sem base, de um intestino com permeabilidade aumentada, e de um sono fragmentado que não deixava o corpo recuperar de noite. O percurso Crescer Forte™ levou os sete meses completos.

"Pela primeira vez sinto que não estou a gerir crises. Estou a viver normalmente."
Beatriz · 8 anos · "já tínhamos tentado tudo"
O que faltava não era mais uma peça. Era uma ordem.
Fadiga crónica · fragilidade imunitária sazonal · múltiplas tentativas anteriores

A mãe de Beatriz chegou com um documento escrito. Três anos de tentativas: uma naturopata que tinha feito melhorias parciais, mudanças alimentares por iniciativa própria, uma fase sem glúten que tinha ajudado no intestino mas não nas infeções de Outono. Cada abordagem tinha dado qualquer coisa. Nenhuma tinha dado o suficiente.

Beatriz tinha fadiga crónica de fundo e uma fragilidade imunitária que aparecia sempre no início do ano escolar. O que faltava não era mais uma peça. Era uma ordem. As intervenções anteriores tinham todas algum valor, mas tinham sido aplicadas sem sequência, sem fase de Corrigir que preparasse o terreno. Começámos do princípio e respeitámos as oito semanas de cada fase.

Ao sexto mês, a mãe disse que aquele tinha sido o primeiro Outubro sem antibiótico em quatro anos.

Perguntas frequentes

Perguntas que chegam
com frequência.

É um programa de consultas ou uma abordagem?
É uma abordagem. Uma forma de organizar o trabalho ao longo do tempo, em três fases com sequência definida. Não é uma subscrição nem um programa com módulos fixos. É uma estrutura dentro da qual o conteúdo varia em função de cada criança.
Pode funcionar para qualquer criança?
A estrutura é transversal, mas o conteúdo é sempre individualizado. Trabalho com crianças desde o nascimento até aos dezoito anos, com padrões muito diferentes: infeções recorrentes, problemas digestivos, pele reactiva, sono fragmentado, neurodesenvolvimento, seletividade alimentar.
Quanto tempo até sentir os primeiros sinais de melhoria?
Em geral, os primeiros sinais aparecem entre as semanas quatro e oito da fase Corrigir: o intestino começa a regularizar, o sono fica menos fragmentado, os episódios ficam mais espaçados. As mudanças mais estáveis surgem durante e após a fase Construir, entre o segundo e o quinto mês.
Três consultas em sete meses parece pouco. É suficiente?
A primeira consulta é longa e detalhada: serve para fazer a leitura completa e definir o percurso. As consultas de seguimento servem para ajustar, ler a evolução, e adaptar. Entre consultas, há acesso por mensagem para questões pontuais. O modelo dá autonomia à família sem a deixar sem suporte.
A minha filha já faz acompanhamento com outros profissionais. Posso fazer o método na mesma?
Sim. O trabalho que faço é complementar, não substitutivo. Crianças com seguimento continuam com esse seguimento. O método Crescer Forte™ entra como uma camada que trabalha o terreno, sem interferir com o que já está a ser feito.
O método usa medicação ou suplementos?
Quando a leitura indica suporte em fitoterapia, homeopatia ou micronutrição, isso entra dentro do percurso, indicado em consulta e ajustado à criança. Não há suplementos por defeito nem listas genéricas. O que é indicado depende sempre da leitura individual.
Trabalha com bebés? A partir de que idade?
Trabalho desde o nascimento. Em bebés, a leitura começa frequentemente pelo terreno materno, pela amamentação e pelo microbioma do parto. Cada fase da vida tem a sua leitura própria e o método adapta-se à idade.
Como marco uma primeira consulta?
Por WhatsApp ou pelo formulário de contacto do site. A consulta é online, em videochamada. Recomendo que a família chegue com análises recentes, se as houver, e com a história biológica da criança pensada desde a gravidez até ao momento actual.

O percurso começa

com uma conversa.

Primeira consulta

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Sobre o trabalho

Conhecer Cláudia Santos

A formação, a abordagem, o percurso. O que está por baixo do método e quem o aplica em cada consulta.

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Estudos consultados

Sonnenburg JL, Bäckhed F. Diet–microbiota interactions as moderators of human metabolism. Nature. 2016;535:56–64.
Rook GA, Lowry CA, Raison CL. Microbial 'Old Friends', immunoregulation and stress resilience. Evol Med Public Health. 2013;2013(1):46–64.
Fasano A. Leaky gut and autoimmune diseases. Clin Rev Allergy Immunol. 2012;42(1):71–78.
Calder PC et al. Dietary factors and low-grade inflammation in relation to overweight and obesity. Br J Nutr. 2011;106(S3):S5–S78.
Stiemsma LT, Turvey SE. Asthma and the microbiome: defining the critical window in early life. Allergy Asthma Clin Immunol. 2017;13:3.
Logan AC, Jacka FN. Nutritional psychiatry research: an emerging discipline. J Physiol Anthropol. 2014;33(1):22.
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