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Alimentação · Neurodesenvolvimento

O alimento que entra
constrói o sistema nervoso
que se forma.

A alimentação na infância não é dieta.
É a matéria de que o cérebro em desenvolvimento se faz.

Leitura individual da biologia de cada criança em desenvolvimento — com ou sem rótulo — dentro do Método Crescer Forte™.

Resposta directa
Cláudia Santos, Naturopata

Cláudia Santos

Naturopata · Fitoterapeuta · Homeopata

A maior parte das famílias chega-me com a mesma pergunta, formulada de mil maneiras. O meu filho não come o que devia. Não come legumes. Não come fruta. Não come carne. Só come hidratos refinados. Por vezes vêm com diagnóstico de TEA (PEA) ou PHDA. Por vezes não. O que vejo é quase sempre o mesmo padrão biológico por baixo. A criança que recusa o que mais lhe faria falta está, muitas vezes, em défice precisamente daquilo que recusa. A recusa não é capricho. É carência a manifestar-se como recusa. O trabalho que faço não é impor o que falta. É reparar o terreno para que o corpo volte a pedir o que precisa.

Talvez te reconheças nisto

A mesa, a luta,
o cansaço de uma cena que se repete.

Estás à mesa, com o prato à frente do teu filho. Há um legume cortado pequeno, um pedaço de carne, arroz integral. Há uma negociação que começa com paciência e acaba com voz alterada. Há um pedaço de pão que aparece de onde, exausta, já não tens forças para impedir.

Há o lanche que se torna chocolate porque é a única coisa que ele come a essa hora. Há o pão branco da escola, a fruta que volta inteira na lancheira, a sopa que arrefece. Há a frase, vinda da família ou da escola: "tem é de comer o que aparece".

Talvez já tenhas tentado tirar o açúcar. Tirar o glúten porque alguém disse que isso ajudava. Talvez tenhas comprado o livro sobre GAPS e ficado parada a meio do segundo capítulo. Talvez tenhas ido a três profissionais diferentes e tenhas saído com três planos contraditórios.

A informação não falta. O que falta é leitura individual da biologia que tens à frente.

O paradoxo da recusa

Há uma frase que digo em consulta. Vale a pena dizê-la aqui, com cuidado:

O alimento que a criança não come é, frequentemente, o nutriente que mais lhe falta por dentro.

A recusa não é capricho.
É carência a manifestar-se como recusa.

Esta ideia parece paradoxal à primeira leitura, mas tem fundamento biológico claro.

A criança em carência de certos minerais perde, em parte, o sentido do paladar e o apetite, sobretudo por proteína animal. Recusa a carne. Mantém a carência. O ciclo fecha-se sobre si.

Noutras crianças, a falta de ferro funcional traduz-se em apetite oscilante e perda do desejo pela própria carne vermelha. A carência mantém-se. Cansa-se mais. Concentra-se menos. Dorme pior.

A criança com a microbiota empobrecida em bactérias que fermentam fibras vegetais deixa, lentamente, de pedir vegetais. A microbiota é, em parte, quem pede. Quando a microbiota se empobrece, o pedido emudece.

A criança com inflamação intestinal silenciosa cria aversão precisamente aos alimentos que repariam a mucosa se entrassem em condições diferentes. Os alimentos vivos. As fibras. Os fermentados naturais. O corpo, por instinto de protecção, evita o que neste momento o irritaria.

Por isso o que faço em consulta não é forçar o alimento que falta. É reparar o terreno por outras vias. A leitura indica o que repor enquanto a criança ainda não come. Trabalho sobre a função digestiva. Trabalho sobre a mucosa intestinal. Trabalho sobre a microbiota para que volte a pedir o que precisa.

Quando o terreno se repara, a recusa frequentemente cede sozinha. Não em três dias. Em algumas semanas, em alguns meses, com paciência e com método. A criança volta a pedir o que o corpo precisa, sem que a mesa tenha de ser campo de batalha.

O eixo intestino-cérebro

O intestino comunica
com o cérebro.

E a alimentação é a alavanca mais directa para esse eixo.

O intestino tem mais neurónios que a medula espinal. Produz a maior parte da serotonina do corpo. Aloja uma comunidade microbiana que fabrica, localmente, moléculas com efeito directo sobre o sistema nervoso central.

A comunicação faz-se por três vias: o nervo vago, que liga os dois órgãos. A microbiota, que produz neurotransmissores. A circulação, que transporta moléculas inflamatórias até à barreira hematoencefálica.

Em crianças com TEA (PEA), PHDA, ansiedade ou dificuldades de regulação emocional, este eixo aparece quase sempre alterado de forma marcada. O que muda é a intensidade do trabalho que é preciso fazer.

Cinco camadas

Cinco camadas que se sobrepõem.

Quando leio a alimentação de uma criança, não procuro o alimento culpado. Procuro cinco camadas que, em proporções diferentes, atravessam quase todos os casos.

01 Reparar antes de restringir camada 1
02 Nutrientes que faltam quase sempre camada 2
03 Sensibilidades alimentares mascaradas camada 3
04 Selectividade e relação com a comida camada 4
05 Cargas inflamatórias e oxidativas camada 5
Camada 01

Reparar antes de restringir.

A primeira camada não é tirar. É reparar. Mucosa intestinal danificada. Microbiota empobrecida. Função digestiva fragilizada. Enzimas em défice. Ácido gástrico em défice.

Restringir antes de reparar alivia sintomas de superfície, mas mantém o terreno frágil. Reparar primeiro permite que a criança recupere espaço para tolerar mais alimentos depois, não menos.

Esta é a camada que mais distingue uma abordagem que serve a criança a longo prazo de uma abordagem que apenas alivia temporariamente.

Camada 02

Nutrientes que faltam quase sempre.

Um conjunto de nutrientes essenciais aparece quase sempre em défice na população infantil — cofactores das vias que sustentam o desenvolvimento.

Crianças em desenvolvimento, mesmo aquelas que comem aparentemente bem, têm com frequência carências destes nutrientes. Em crianças com TEA (PEA) ou PHDA, as carências são, na literatura, ainda mais marcadas.

Estes nutrientes são cofactores directos da produção de dopamina, serotonina e noradrenalina. Sem eles, o sistema nervoso não tem o material para se regular.

Camada 03

Sensibilidades alimentares mascaradas.

Não são alergias clássicas. Não aparecem em testes IgE de rotina. São reacções tardias, frequentemente a glúten, caseína, ovo, soja, milho, açúcar refinado.

A criança come, e ao fim de horas ou dias o sistema fica em alerta. A inflamação mantém-se. O comportamento, o sono, a pele, a disposição mudam, sem que ninguém faça a ligação.

Avaliar individualmente, retirar o que está a alimentar a inflamação, e reintroduzir mais tarde com critério. Nunca por defeito. Sempre por leitura.

Camada 04

Selectividade e relação com a comida.

Em algumas crianças, a recusa é leitura sensorial diferente das texturas, dos sabores, das temperaturas. Em TEA (PEA) esta camada é frequentemente muito marcada.

Noutras crianças, a relação com a comida é desorganizada por défice atencional, fome súbita, picos de açúcar. Em outras, a recusa cresceu como resposta a luta repetida à mesa. Em outras, é o paradoxo: o corpo recusa o que mais lhe falta.

Trabalhar a alimentação numa criança seletiva, qualquer que seja a origem, não pode ser confrontacional. É lento. É gradual. É com critério.

Camada 05

Cargas inflamatórias e oxidativas.

Açúcar refinado em excesso. Aditivos artificiais. Corantes. Conservantes. Resíduos de pesticidas em alimentos não biológicos. Acrilamida em frituras. Glicotoxinas em alimentos ultraprocessados.

Estas cargas acumulam-se em qualquer criança, e em particular em sistemas nervosos que já são, por defeito, mais sensíveis e com menos margem de regulação.

A perfeição alimentar não existe na vida real de uma família com crianças. O que existe é direcção.

Sobre as dietas que circulam

GAPS. SCD. Sem glúten.
Onde me coloco.

Cada protocolo teve a sua razão de existir. Cada um serviu uma porção das crianças. Nenhum serviu todas.

Protocolo

GFCF

desde os anos 80

Sem glúten, sem caseína. Teve impacto em crianças com disbiose marcada e permeabilidade intestinal. Não funcionou em todas.

referência histórica
Protocolo

GAPS

Natasha Campbell-McBride

Pôs o intestino no centro pela primeira vez de forma estruturada. Mérito como referência. Aplicado literalmente: restritivo demais.

princípios sim · forma rígida não
Protocolo

SCD

Elaine Gottschall

Specific Carbohydrate Diet, origem em Crohn e colite. Estendido a outras situações. Mesmas vantagens, mesmos limites.

referência histórica
Protocolo

Cetogénica

investigação consolidada

Sólida em epilepsia refractária; preliminar no neurodesenvolvimento. Não é primeira linha em crianças.

acompanhamento estreito
Protocolo

Low-FODMAP

útil mas temporária

Eficaz em disbioses específicas. Mantida a longo prazo empobrece a microbiota e cria o problema oposto.

por janela
A minha posição

Leitura individual

Cláudia Santos

Conheço estes protocolos. Leio-os com respeito. Mas não os aplico de forma literal. Aplico os princípios biológicos, ajustados à criança.

não a moda · não o protocolo

Conheço estes protocolos. Leio-os com respeito pela investigação que os fundamenta. Mas não os aplico de forma literal a nenhuma criança. Aplico os princípios biológicos que estão por baixo de cada um, ajustados à criança que tenho à frente. A leitura individual é o que decide o caminho. Não a moda. Não o protocolo.

A consulta

Como leio
a alimentação.

Antes de qualquer ajuste, qualquer plano: a escuta. A história, lida com atenção, já diz quase tudo.

Pergunto a história. Como foi a amamentação. Quando entraram os primeiros alimentos. Como foi a aceitação. Que padrões alimentares se desenharam ao longo dos anos. Pergunto sobre fezes, gases, obstipação, estado da pele. Pergunto sobre o sono, a disposição ao fim do dia, a concentração na escola.

Depois leio as análises. Em função do que a história sugere, posso indicar avaliações específicas — análise de microbiota, perfil nutricional aprofundado, marcadores de inflamação silenciosa, pesquisa de parasitas intestinais. Não como rotina. Em função do que a história pede.

Depois desenho o trabalho alimentar. Sem rigidez. Com critério.

Como se faz

Método Crescer Forte™
aplicado à camada alimentar.

O trabalho alimentar desenha-se em três fases, com pausas integrativas. As fases podem durar mais — varia do que se encontra, varia do que cada criança precisa.

Fase 1 · ± 8 semanas

Corrigir.

Aliviar primeiro. Identificamos as cargas alimentares mais activas: açúcar refinado em excesso, aditivos, eventuais sensibilidades alimentares mascaradas que a história e as análises tornam visíveis. Em paralelo, começa a reparação: apoio à mucosa intestinal, recolonização inicial, suporte digestivo, suplementação que repõe o que está em défice agudo. Não há semana sem comida. Há semana em que a comida começa a fazer sentido diferente.

Pausa · ~2 semanas

Tempo de integração. A família ajusta-se ao novo ritmo. A criança encontra novas referências. Sem consultas. Com observação.

Fase 2 · pode durar mais

Construir.

Reparação activa. Nutrientes essenciais em formas activas, doses individualizadas. Apoio à mucosa intestinal aprofundado. Recolonização da microbiota. Trabalho sobre a função mitocondrial e cofactores da produção de neurotransmissores. Em casos selectivos, reintrodução cuidada de alimentos previamente retirados. É frequentemente nesta fase que a família começa a ver mudanças concretas.

Pausa · ~2 semanas

Segunda integração. Avalia-se o que mudou e o que ainda precisa.

Fase 3 · conforme a criança

Consolidar.

Estabilização. Define-se o padrão alimentar de manutenção. O que fica para sempre. O que pode voltar com flexibilidade controlada. O que precisa de continuar a ser observado. Estratégias para viagens, festas, dias de excepção, sem rigidez.

Não é caminho rápido. Não é caminho fechado. As fases podem durar mais — varia do que se encontra em cada criança. As consultas podem ser semanais, quinzenais ou mensais, conforme a fase.

O ritmo é o da criança, nunca o do calendário.

Como se vê na prática

Duas cartas.
Dois caminhos.

Casos compostos. Detalhes ajustados para preservar a privacidade das famílias.

algures depois da consulta

S., 6 anos

Sem rótulo · recusa quase tudo o que é verde

Praticamente não comia legumes nem fruta. Massa, arroz branco, pão, alguns lacticínios, ovo às vezes, frango se desfeito em pedaços pequenos. Verde, nada. Tinha entrado no primeiro ano e a professora notou que se distraía com facilidade na parte da tarde.

Trouxe análises que mostravam carências nutricionais. Tinha sido sugerida uma reposição anterior que a criança não aceitou pelo sabor.

Trabalhámos primeiro a reparação. Apoio à mucosa intestinal. A leitura indicou o que repor, em formas que a criança aceitou sem resistência. Na pausa após a Fase 1, a criança começou a interessar-se por alimentos novos sem pressão.

Na Fase 2, com as carências repostas e a mucosa mais calma, a apetência por alimentos diferentes regressou de dentro. Verdes começaram a aparecer no prato sem que ninguém os tivesse imposto. A concentração à tarde melhorou.

A lista alimentar alargou.
De dentro para fora.
Reg. composto · S6

algures depois da consulta

T., 9 anos

PHDA · medicação activa · alimentação caótica

Diagnóstico de PHDA na Apresentação Combinada um ano antes. Medicação com bom efeito atencional na escola, mas com perda de apetite acentuada durante o dia. Quando comia, era hidratos refinados. Ao fim do dia, quando a medicação saía, irritabilidade marcada e fome súbita.

Trouxe análises que mostravam carências nutricionais marcadas.

Trabalhámos a camada alimentar de modo realista. Não se podia confrontar a recusa enquanto a medicação estava activa. Concentrámos o suporte nutricional nas janelas em que comia. A leitura indicou o que repor, em formas que a criança aceitava.

A família relatou maior estabilidade da disposição ao fim do dia, sono mais consolidado. A equipa que acompanha a medicação ajustou a dose com base na nova condição global. As tardes pararam de ser zona de combate.

A alimentação tornou-se
mais estável. Sem rigidez.
Reg. composto · T9
Para quem é

Esta abordagem serve
crianças muito diferentes umas das outras.

Crianças sem rótulo, em desenvolvimento típico, que comem poucos alimentos e a mãe sente que algo não está a fluir.

Crianças com selectividade alimentar marcada, com ou sem diagnóstico de TEA (PEA).

Crianças com PHDA, medicadas ou não, em que a medicação interfere com o apetite e a família precisa de garantir o terreno nutricional.

Crianças com sono fragmentado, irritabilidade ao fim do dia, dificuldades de concentração, pele com tendência a eczema, obstipação crónica, infecções recorrentes.

Crianças com ansiedade, regulação emocional difícil, fadiga inexplicada, dificuldades de aprendizagem.

Famílias que reconhecem que a alimentação infantil de hoje está em défice estrutural e querem dar à criança uma base biológica mais sólida — sem cair em rigidez.

×

Não serve famílias que procuram dieta milagrosa que resolva tudo em três semanas. Esta é abordagem de fundo. Demora meses. Implica leitura individual.

Perguntas que outras famílias trouxeram

Perguntas, em voz alta.

O meu filho não tem diagnóstico de nada. Faz sentido esta abordagem?
Faz. Esta abordagem foi pensada para qualquer criança em desenvolvimento. Crianças com rótulo de TEA (PEA) ou PHDA chegam com mais frequência porque a relação entre alimentação e neurodesenvolvimento é mais visível nestes quadros. Mas o princípio biológico vale para todas. A alimentação na infância é a matéria-prima do sistema nervoso que se está a formar, com ou sem rótulo.
O meu filho só come dez alimentos. Como se começa?
Começa-se pela reparação, não pela restrição. Antes de introduzir novos alimentos, garantimos que o intestino, a função digestiva e os nutrientes essenciais estão no que precisam de estar. Quando o terreno se repara, a criança volta a pedir alimentos que tinha deixado de pedir.
Tenho mesmo de tirar o glúten?
Depende. Há crianças para quem o glúten é factor de inflamação clara. Há outras para quem não é. Essa decisão faz-se com leitura individual em consulta, não por regra. Não defendo restrições alimentares por defeito.
Quanto tempo até notar diferença?
Algumas mudanças aparecem dentro das primeiras quatro a seis semanas, frequentemente no trânsito intestinal, no sono, na pele, na disposição. As mudanças mais profundas no comportamento, na regulação e no alargamento espontâneo da lista alimentar aparecem entre a Fase 2 e a Fase 3. O ritmo respeita a biologia. Não há atalho.
A suplementação é mesmo necessária?
Em crianças em défice nutricional, frequentemente sim. As carências nutricionais são comuns na população infantil portuguesa, e ainda mais marcadas em crianças com TEA (PEA), PHDA ou selectividade alimentar. O que repor, em que forma e em que dose é decidido individualmente em consulta, com critério.
Pode fazer-se durante medicação para PHDA?
Sim. O trabalho biológico faz-se em paralelo com qualquer caminho que tenhas escolhido com a equipa que acompanha. Não substitui nem desaconselha medicação. Cuida do terreno onde a medicação age, e frequentemente melhora a tolerância e a estabilidade nutricional durante o tratamento.
Recomenda GAPS, SCD, GFCF, cetogénica ou outra dieta?
Conheço estes protocolos e leio-os com respeito pela investigação que os fundamenta. Mas não os aplico de forma literal a nenhuma criança. Cada protocolo serviu uma porção das crianças. Nenhum serviu todas. Aplico os princípios biológicos que estão por baixo de cada um, ajustados à criança que tenho à frente.
Faz-se com toda a família ou só com a criança?
A camada alimentar mexe-se com a família toda envolvida. Não se faz dieta a uma criança. Faz-se ajuste do ritmo alimentar da casa, com a criança no centro mas sem a isolar. Quando o resto da família come no mesmo registo, a criança sente menos pressão e mais pertença.
O acompanhamento pode ser feito online?
Sim. Todo o acompanhamento é online. As três consultas, o trabalho entre elas, as mensagens necessárias. Funciona com famílias em qualquer lugar.

Se este caminho
faz sentido para vocês.

Vinte minutos por mensagem para perceber se este caminho serve à tua família. Sem compromisso, sem pressão.

Acompanhamento online · Cláudia Santos, Naturopata

Estudos consultados

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