A deficiência de ferro afeta diretamente os neurotransmissores do sono — dopamina, serotonina, GABA. Não é só um problema de "anemia identificada em análises". É também a deficiência funcional — ferritina baixa sem anemia franca — que basta para perturbar o sono profundo.
Os sinais que muitas vezes passam despercebidos: o bebé que não consegue parar na hora de dormir (a agitação noturna é sintoma, não causa), a criança com infeções repetidas, perda de apetite, pele pálida, ou o desejo estranho de comer terra ou paredes.
A síndrome das pernas inquietas em crianças está documentadamente ligada à ferritina baixa. E há um facto que muitas famílias desconhecem: as alterações de sono podem persistir mesmo depois de corrigida a anemia, quando a deficiência ocorreu numa janela crítica do desenvolvimento cerebral.¹ ²
Em consulta, este é dos primeiros pontos que avalio no questionário detalhado.